2006-10-30

Boa notícia

Incrível: uma matéria no Jornal Hoje, da TV Globo, informa sobre agências de telemarketing que instruem os funcionários a não abusar mais do gerúndio e até auditam as gravações das ligações para barrar o vício.

Será que vai estar chegando o momento em que essa praga lingüística vai estar deixando de ser moda e eu vou estar deixando de estar sendo incomodado por essa forma idiota de se estar falando?

Post pessoal

Acordei com menos de 89 quilos hoje.
Quem me viu pela última vez com 104 vai notar uma sutil diferença.
Tive que trocar minhas calças 50 por 46...
Faço spinning e ainda pedalei 60 80 km ontem.
E estou fazendo - gasp! céus! acuda! - musculação.
Descobri um músculo dormente chamado peitoral. E um tal de deltóide, que dói pela manhã.
Pilates infelizmente ainda não dá. Abdominal muito fraco. 10 séries de 20 abdominais a cada 2 dias até começar a poder agüentar o tranco.
Conhece a ti mesmo...

2006-10-29

Falta de imaginação

Não sou publicitário, mas se fosse talvez estivesse passando uma raiva danada.

Primeiro, vejo um comercial lindo da Sony para o lançamento da TV Bravia na Europa. A idéia é genialmente simples: milhares de bolas coloridas pululando pelas ladeiras de San Francisco.
Meses depois, a atenção do pato consumidor brasileiro é disputada por duas campanhas de cerveja. As duas mostram nuvens de bolas voadoras. Sem falar na companhia de celular cujo símbolo era uma bola e agora é uma nuvem de logos esféricos.

Tem também a campanha de banco com dois caras se apresentando. "Oi, eu sou cliente do banco X." "Oi, eu não sou cliente do banco X." A seguir, o cliente mostra porque é melhor que o não-cliente. Soa familiar para você?

Parece que as idéias acabaram. Não porque é difícil criar, mas porque copiar é demasiado fácil. Os copiões estão seguros que só eles mesmos reconhecerão as (eufemismo oficializado) "referências". Ou no máximo, que uns chatos mais informados cheguem a tentar denunciar os plágios, mas sem voz alta o bastante.

Update - Tem também a ação de marketing preparada para promover um "reality game" a ser lançado. A peça-chave é um comercial obscuro de TV. Não vou dar uma de trouxa e empregar meu tempo num mistério óbvio. Mas quem gosta de ser engambelado tem direito a ser, não vou interferir. A idéia copiada desta vez está aqui.

Vou continuar dando uma de chato e acrescentar aqui os outros plágios que detectar.

Update 2 - Outra indústria do plágio no mundo publicitário é a das trilhas sonoras. Há pouco tempo vi uma peça institucional que usava uma imitação de "God Moving Over the Face of the Earth", do Moby. Mas esse é somente o exemplo mais recente de muitos outros que pipocam periodicamente na TV.
Especulo que um dos "criativos" da agência tenha a idéia inicial de licenciar a música original, mas um executivo retruca: "Não, adquirir os direitos da canção vai custar caro. Façamos uma versão fake com o músico X, muito mais em conta." E assim o músico X improvisa um clone vagabundo da música, com algumas notas da melodia trocadas para burlar o critério de plágio segundo a lei de direitos autorais. Espera-se que os trouxas espectadores tomem como sendo a obra original sem a mínima reflexão.
Para isso não está esperta a gravadora, que investe todos seus esforços em reprimir preventivamente os consumidores fabricando aquelas porcarias de discos "Copy Controlled". Pois a pirataria também acontece de outras formas.

2006-10-19

Novo blog

Do meu amigo desde os tempos de Macmania, Luciano Ramalho.

2006-10-13

Not integral to the project - Parte 2

Politicamente, não me considero "parte integral do projeto" porque não sou ligado a uma ideologia, como alguns dos meus amigos que pensam e debatem dentro dos termos daquilo que se convenciona chamar de esquerda ou direita.
Amigos meus gastam parte substancial das suas vidas organizando os antagonismos da sociedade em moldes ideológicos. Divisões de classes, regiões geopolíticas, heranças étnicas, perseguições, minorias, sistemas econômicos, relações internacionais. A partir de suas interpretações, elegem e promovem uma ou outra causa com algum nível de coerência. Intelectualmente é um exercício saudável, mas bem pouco disso tem consequência prática. O eleitor brasileiro tem mania de escolher o político pela personalidade e não pela linha de proposta. Por sua vez, o político profissional moderno não tem compromisso sólido com nada além dos seus negócios pessoais.
Ao ler alguns direitistas escrevendo, parece até que a lei da selva é a única realidade possível, que o mais forte deve necessariamente esmagar o mais fraco. Não é apenas cruel, é malvado. Também não me alinho a esse tipo de pensamento. Que o mau-caráter seja hegemônico não significa que a história termine nele. Pessoalmente, não me obriga a concordar com ele nem desejar ser como ele.
Não me venha tampouco falar de revolução do povo. Ainda há uns coitados acreditando que Lula é o pai dos pobres e propagando que ele irá eliminar a luta de classes. Isso é ingenuidade ou irresponsabilidade. Fecham os olhos à podridão que escorre ao seu redor, preferindo apelar a expressões diversionistas como "golpe da mídia de direita".
Mídia de direita de fato existe, e é bem visível: esta semana membros do PT promoveram uma queima pública de exemplares da revista Veja com Alckmin na capa. Mas lê essa revista somente quem quer. Quem é do outro lado tem CartaCapital. Nenhuma dessas revistas está conspirando para silenciar a outra. Competem livremente na vitrine da banca, como é para ser num país com liberdade de imprensa. O fato de 50 vezes mais pessoas lerem a Veja e concordarem com opiniões hipócritas que ela prega como fatos é uma questão inteiramente diversa. Falar em golpe da mídia nos tempos atuais é ridículo. O problema é muito mais de senso crítico dos leitores e espectadores.
Se há golpe, está sendo auto-infligido por membros de dentro da máquina. É com esses que se deveria promover uma queima em primeiro lugar. Mas é difícil demais a um militante político admitir que suas idéias cuidadosamente cultivadas foram contrariadas frontalmente pela realidade.
No meu passado adolescente, a salvação parecia ser o anarquismo. Punks de coturno faziam passeata pregando o voto nulo: "não sustente os parasitas". Sedutora proposta, mas o sistema é injusto até mesmo ao votar nulo. Segundo a interpretação corrente da lei, o voto nulo beneficia o candidato majoritário. O voto útil forçado, o voto antagonista a contragosto para que ganhe o menos pior, acaba sendo o único pobre recurso. Os atuais militantes do voto nulo são esquerdistas frustrados. Pense bem e veja como é estranho isso.
O anarquismo reside num paradisíaco estado utópico que é ainda mais remoto que o socialismo clássico. O anarquismo real mora numa breve lembrança da Catalunha antes dos fascistas arrasarem tudo em 1936. Abraçar o anarquismo como diretriz para um país neste século, por lindo que seja em teoria, me tornaria órfão da realidade.
Se por um lado me sensibilizo com a injustiça humana e desejo uma sociedade mais livre de manipulações, desequilíbrios e tentações autoritárias, também considero o nosso povo fundamentalmente dado ao egoísmo raso acima de valores sociais civilizados. Atolado na mediocridade fácil de pensamento coletivo. Viciado na malícia inconseqüente e funesta da "Lei de Gérson". É um povo que, no seu íntimo, não crê na possibilidade de valores coletivos, leis e regras que funcionem para todos. Foge de responsabilidades públicas. Vive acomodado numa infância mental. Gosta de exigir tudo, mas nunca se dispõe a contribuir nada. Cobra resultados, mas se omite de acompanhar o processo. Odeia ladrões, mas sonega impostos. Indigna-se com os mentirosos, mas vota em qualquer porcaria.
Julgamento severo demais? Como prova, basta olhar o resultado da eleição para deputado federal em São Paulo. Corruptos comprovados foram premiados com votação generosa, assim como personagens da mídia que não têm a mais remota relação com política. Não representam ninguém a não ser eles mesmos, seus negócios e suas famílias. Alguns agora dizem isso abertamente, sem receio de rechaço de cidadãos conscientes.
Mesmo totalmente contra o meu impulso natural de compaixão humana, sou forçado a concluir que o povo é burro de propósito. O fato de o sistema eleitoral ser mal montado e falho na representatividade não explica por si esta incrível galeria de horrores de óbvias péssimas escolhas.
E veja que a ideologia nem chega perto dessa questão.
No debate da TV Bandeirantes, Alckmin fez a Lula muitas das perguntas que eu, cidadão brasileiro cínico e descrente, porém ainda com senso de valor, gostaria de ter lhe feito pessoalmente. Incrivelmente, os jornais informam que o povo resolveu apoiar Lula ainda mais depois das perguntas incômodas. Vê-se aí um ou dois fenômenos: 1) entrou em curso para presidente a mesma mentalidade "foda-se" que elegeu os deputados podres de São Paulo; 2) os eleitores estão arremedando a atitude de cabeça de avestruz de Lula.
No debate, Lula poderia ter apertado Alckmin no ponto de que as seguidas administrações tucanas em São Paulo permitiram que se formasse e fortalecesse o PCC. Preferiu acusá-lo de privatizar empresas estatais estratégicas, o que é uma crítica de fundo ideológico. Se a ideologia pessoal do espectador considerar as privatizações boas, é um argumento perdido.
Esta é a eleição mais decepcionante da qual participo desde 1988. Qualquer resultado que saia é desanimador. Num sistema desses, não há o que possa me fazer sentir fazendo parte. Sinto-me somente como um espectador cínico e descrente, torcendo apenas para que o espetáculo nojento termine, por bem ou por mal se necessário. E a culpa pela situação é minha, sua e de todos os passageiros anônimos ao meu redor lotando um ônibus na Avenida Santo Amaro ou fazendo aula de alongamento na Runner.
Para desfazer esse estrago na sociedade, serão precisas várias gerações de educação séria, que ainda não começou. Será tarde demais para a minha geração.

Update - A nova revista Rolling Stone nacional, em sua primeira edição (nas bancas! compre!) traz um artigo que comenta a política nacional de um jeito bem parecido com o que coloquei acima. (Na verdade, bem mais raivoso e dando nomes aos bois.) Me senti um pouco menos órfão político.

Ônibus, Parte 1: Parem com a insanidade do "piso baixo"

Tive de voltar para casa de ônibus a partir da Av. Santo Amaro, na VIla Olímpia. Nada mais lógico do que ir para o corredor e pegar qualquer linha que passasse no Terminal João Dias. Eram 5 da tarde de um dia de sol e nada parecia poder dar errado naquela inocente viagem que tomaria pouco mais de 20 minutos.
A cada cinco minutos passa um ônibus na minha rota desejada, então entrei no primeiro que vi. Já absolutamente lotado. Mesmo passando a cada cinco minutos. Sem novidade nesse ponto. A novidade é que se tratava de um desses modelos novos de carroceria CAIO com o "Piso Baixo".
A primeira coisa que você nota não é o piso nivelado com a plataforma do ponto, mas sim o estranho fato de ele ter o corredor mais estreito, de forma que todo mundo se espreme de uma maneira ainda mais desumana que o lamentavelmente habitual.
Segundo erro de projeto: o cobrador fica na metade do carro, longe da porta de entrada. A idéia é acelerar o embarque nos corredores de ônibus pela porta esquerda. Na prática, significa viajar tomado pelo pânico de poder não alcançar a porta de saída a tempo para descer no seu ponto. Pânico reforçado pelo terceiro erro de projeto: a porta de saída fica no extremo final do ônibus, muito longe também do cobrador.
Quarto erro de projeto: a parte que dá saída para o lado direito não possui balaústres na altura necessária, formando uma área desprovida de sustentação para passageiros de pé. Você se sujeita a ser atirado pelas curvas, frenagens e acelerações em todas as direções, forçando-se a usar as outras pessoas como, dependendo das circunstâncias do pavimento, pára-choque ou bóia salva-vidas.
Quinto erro: logo a seguir vêm dois degraus que sobem para o que seria o nível normal do piso, e é impossível ficar de pé normalmente nesses degraus num ônibus lotado, o que gera um desperdício de espaço. Se ônibus não estiver tão lotado, os degraus podem causar sérios tropeções. Acerca disso há um enorme aviso luminoso pendendo do teto que tenta futilmente amenizar o perigo. Logo a seguir, desce-se tudo de novo em outros degraus para desembarcar.
Sexto erro de projeto: o ônibus de piso baixo é mais longo que um modelo tradicional, de forma que o motorista mal enxerga a porta de saída pelos seus espelhos. Na minha viagem, um homem chegou à porta de saída no último instante após mergulhar desesperadamente através da multidão comprimida no corredor, apenas para ter a porta fechada na sua cara. O veículo começou a rodar. Metade da bolsa do passageiro e um braço foram presos pela porta, que tem um pistão hidráulico muito forte. Um menino de 9 ou 10 anos tentou instintivamente ajudar e também ficou com um braço preso. O ônibus seguia acelerando lentamente, com o motorista totalmente alheio ao pequeno drama. Só parou e abriu a porta 50 metros depois, após um alerta aos berros de uma passageira aflita. O homem desceu resignado na área sem calçada do corredor. O menino ficou esfregando o braço dolorido.
Tal desfile de falhas e desconfortos não justifica em absoluto um ônibus com a parte dianteira rebaixada. FIca registrado meu desprezo em relação ao produto da CAIO e às empresas de ônibus que estão equipando a frota com esse desastre sobre rodas.

2006-10-11

Malhação (as roupas estão afrouxando)

Quando você consegue colocar e tirar uma calça jeans sem soltar o botão nem o zíper, a dieta está funcionando. E se consegue subir a ladeira de Paraisópolis pedalando na segunda marcha ou a Giovanni Gronchi inteira na coroa média, os exercícios também.
No começo de junho, eu vinha de uma fase de comilanças irresponsáveis e uma alimentação medíocre, composta de almoço na padaria e pizza na redação à noite. Além disso, passava a maior parte do ano indo e vindo de ônibus. Quando finalmente pegava ritmo na bike, o horrendo clima paulistano me fazia parar e, quando o mau tempo acabava, a preguiça não me deixava voltar aos pedais.
Dos 93 quilos que eu tinha em 2003, passei a um valor oscilante entre 104 e 106. Permanecer em três dígitos não é uma idéia genial para alguém que teve os dois pais vitimados por doenças cardíacas. Nem para um pretenso ciclista. Você certamente viu um ciclista bem treinado nas ruas e estradas por aí. Além das roupas berrantes e cheias de logos esportivos, geralmente o sujeito se caracteriza por ser fininho, com pernas possantes mas sem um grama de gordura acima da cintura que lhe faça peso morto. Bem, esse aí certamente não sou eu.
Dei um basta e entrei na dieta de South Beach. Essa dieta é um daqueles tratamentos de choque criados por um médico desesperado de tanto tratar pacientes obesos com problemas do coração.
A fase inicial da dieta corta radicalmente todos os carboidratos, e o organismo tem de se virar extraindo energia de proteínas e gorduras. Nada de massas, arroz, pão e praticamente tudo o que normalmente se come como base das refeições. Dá-lhe bifes grelhados exageradamente grandes e soterrados sob imensas e tediosas saladas de folhas. De sobremesa, gelatina diet ou insossas preparações à base de queijo ricota.
A presunção do autor é que, ao final das duas semanas iniciais de tortura, as pessoas se reeduquem e reintroduzam os carboidratos de maneira gradual e nunca no nível de antigamente, cortando para o resto da vida coisas como arroz não integral, pão branco e todas as comidas de índice glicêmico elevado.
Pelo contrário, você sai da dieta disposto a devorar plantações de arroz, fábricas de pão e caminhões-pipa de suco de laranja.
Emagreci de 103,7 kg para 98,7 em 18 dias. E odiei a dieta. A Adri emagreceu somente na primeira semana e odiou muito mais.
Então, subi na bicicleta pela primeira vez para dar uma volta no bairro. Não acreditei no que senti. A primeira subida me deixou sem fôlego, a freqüência cardíaca pulou direto para o valor máximo, senti dor no peito, suava abundantemente um suor concentrado, ácido e fedorento, sentia tontura e os músculos queriam travar. Estava incomparavelmente pior na bike do que antes da dieta.
Resolvi pegar leve e pedalar moderadamente nas ruas da região, todo dia, até passar o mal-estar. Em duas semanas, estava mais ou menos de volta ao ponto de partida. Passei então a monitorar sempre o batimento cardíaco, mas não me animei a preparar um programa de treino de verdade, menos ainda uma dieta especial. Fiquei em torno dos 98 kg de julho até setembro.
Foi então que, com uma certa grana de FGTS, comprei duas novas mountain bikes em substituição às minhas velhinhas. E o que faz alguém que tem uma bicicleta nova? Arranja todas as oportunidades e desculpas possíveis para pedalar. Nada difícil, dada a minha nova condição de trabalhador autônomo, permitindo-me fazer treinos de bike liberais de duas horas durante a tarde. Estava estabelecida a base para meu novo programa de treino.
O momento decisivo veio há duas semanas, quando entrei na academia.
Um dos meus problemas com treino de bike é que em São Paulo é aquilo que já mencionei lá em cima. É comum fazer um clima péssimo por uma ou duas semanas direto, impedindo as pedaladas, e nesse tempo o condicionamento físico decai e a gordura progride. Agora não há desculpa: choveu lá fora, bike indoor na academia. E os exercícios são podem ser mais puxados (depende do seu autocontrole e habilidade com o cardiofrequencímetro de pulso) do que andar numa bike de verdade na rua.
Começo na academia pesando 91 quilos e uns quebrados. É ótimo, pois se por um lado as calças jeans estão ficando feias com tanto pano sobrando, todas aquelas camisas apertadas de ciclismo voltaram a entrar. Criei coragem, voltei a usar meu conjunto "Shimano XTR" (ironicamente, jamais tive uma peça da linha XTR até o dia de hoje). Mas tem mais: comprei um uniforme da equipe Jelly Belly de ciclismo profissional como uma espécie de prêmio: fiz o voto de estrear a roupa nova somente com menos de 90 quilos, o que a partir de hoje deve levar uma semana.
Outra pequena vitória é que ao comprar novas roupas esportivas para usar nos exercícios, abandonei de vez o tamanho GG (gigante e gordo) e fiquei apenas no G (grande).
Os testes na academia mostraram que meu nível de gordura ideal teórico aponta para um peso de 81 quilos. Que certamente não alcançarei, pois os exercícios promovem um pouco de aumento nos músculos, e os músculos são mais densos que a gordura. Mas aquela cintura de bujão de gás terá ido embora completamente quando atingir 85, que era o meu peso durante minha melhor fase de pedalador nos anos 90.
Meus números aeróbicos são muito melhores e não demandam muito aperfeiçoamento, graças ao treino. Já quase atingi a meta de chegar ao nível básico que tinha há dez anos. O teste ergométrico indica melhor forma que no começo de 2004, quando tinha comprado a Caloi Strada e pedalava para trabalhar dos Jardins até o Cambuci. Nos três meses desde o começo da reabilitação (porque no fundo é essa a palavra exata), meu rendimento aumentou muito mais do que a mesma proporção de peso reduzido. E nas três primeiras semanas de academia já noto muito mais resistência no spinning e mais alongamento. Mais para frente os progressos ficarão menores, mais lentos e mais suados.

2006-10-05

Not integral to the project

 
Veran Matic, editor e atual CEO da rádio sérvia B92, cuja história é contada por Matthew Collin no mais recente lançamento da Editora Barracuda, Rádio Guerrilha - Rock e Resistência em Belgrado, virá ao Brasil para participar do Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito, de 17 a 21 de outubro, promovido pelo Itaú Cultural, em São Paulo.

Você crê em anticonformidade, em resistência ativa? Então lhe interessa ler o livro sobre a B92. Que lições poderíamos aprender dali para aplicar no Brasil? Não estamos sob uma ditadura autocrática como os jovens de Belgrado; a situação deles era bem delicada, o que realmente queriam era dar à verdade uma chance de emergir. Mas atenção: chamar o sistema vigente no Brasil de democracia é uma deturpação do sentido da palavra, no mínimo uma auto-empulhação e no máximo uma irresponsabilidade coletiva que arruina a vida de milhões dia após dia. Não estamos vivendo sob toque de recolher, mas o deputado federal mais votado em São Paulo em 2006 foi Paulo Maluf, e o terceiro é Clodovil. Ensinar as pessoas a votar responsavelmente, como se tem tentado desesperadamente através da mídia este ano (e acabo de apontar evidências de que a tentativa foi um fracassso), é apenas o primeiro passo de uma longa escada para a educação política. O passo seguinte é conscientizar as pessoas da sua responsabilidade direta após a eleição. E isso é trabalho para várias gerações, dado o incrível grau de egoísmo e de alienação voluntária que estão no centro da cultura social. Será que o bem somente se desenvolve sob a pressão de condições extraordinariamente adversas? Precisará a política do país mergulhar no caos para que se reconstrua tudo?

2006-10-04

Projetos legais

...E que tomam meu tempo de computação derrubam a produtividade de caracteres no blog.